Chamei minha filha para aquela conversa clássica de mãe para filha. Nada de grito, só carinho… porque assim elas falam mais. Comecei perguntando como andava a vida, a escola, se estava tudo bem. Ela respondeu tudo certinho, até demais...
Aí soltei a pergunta perigosa:
“E namorar, já começou?”
Ela travou. Gaguejou. Pensou em mentir. Mas com meu jeitinho calmo (e aquele olhar de mãe que já sabe tudo), acabou se abrindo e contou a verdade.
Ouvi até o fim, respirei fundo e comecei o sermão versão soft: expliquei que ela ainda é menor de idade, que namoro não é prioridade e que, por enquanto, o único compromisso sério que ela deve ter é com os estudos.
